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PRUMO As eleições em Minas e as disputas nacionais

Notícia

Decisão de Moraes sobre suposta fonte de jornalista provoca reação de entidades e do Congresso

Associação Nacional de Jornais classificou a medida como ameaça ao sigilo da fonte. Senador Flávio Bolsonaro criticou o ministro publicamente.

Redação Prumo 12/08/2026

Fotografia. Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, com a bancada dos ministros ao fundo e o brasão da República ao centro.
Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · 16 de julho de 2026

A autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para busca contra um ex-secretário apontado como fonte de um jornalista abriu uma nova frente de tensão entre o Judiciário, a imprensa e o Congresso.

A Associação Nacional de Jornais manifestou-se contra a medida e a classificou como ameaça ao sigilo da fonte, prerrogativa prevista no artigo 5º da Constituição. Para a entidade, a identificação de fontes por via judicial cria efeito inibidor sobre a apuração jornalística, sobretudo em reportagens que envolvem agentes públicos.

No campo político, o senador Flávio Bolsonaro criticou publicamente a decisão. A reação se soma a um conjunto de manifestações de parlamentares que vêm questionando o alcance das medidas cautelares determinadas pelo ministro.

O que diz a regra

O sigilo da fonte é reconhecido pela jurisprudência brasileira como garantia do exercício profissional, e sua relativização costuma ser tratada pelos tribunais como hipótese excepcional. Entidades de imprensa avaliam apresentar manifestação formal nos autos.

O episódio ocorre a menos de dois meses do primeiro turno, período em que decisões judiciais envolvendo comunicação e cobertura política tendem a ganhar peso adicional no debate público.

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